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	<title>Pretensão Demais...</title>
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	<description>... falar sobre o nada e tudo ao mesmo tempo.</description>
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		<title>16</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Oct 2011 01:17:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>etnelaverdna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eis que, no processo de terminar um projeto de pesquisa que pode ou não significar minha carta de alforria, perco completamente o foco e não consigo pensar em como realizar algumas mudanças necessárias para torná-lo, de fato, em um projeto digno de ser selecionado. Como em pelo menos dezesseis outras vezes, retorno aqui e vejo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=96&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Eis que, no processo de terminar um projeto de pesquisa que pode ou não significar minha carta de alforria, perco completamente o foco e não consigo pensar em como realizar algumas mudanças necessárias para torná-lo, de fato, em um projeto digno de ser selecionado. Como em pelo menos dezesseis outras vezes, retorno aqui e vejo se este lugar escondido na internet serve como repositório de pensamentos paralelos, um lugar onde eu consigo pelo menos expor outras ideias sem algum compromisso maior. Em um momento anterior, <a href="http://pretensaodemais.wordpress.com/2011/07/31/14/">escrevi qualquer coisa sobre uma prática comum de confundir o preciosismo conceitual com precisão conceitual</a>. É hora da segunda parte, onde a prática cotidiana solapa qualquer necessidade de coerência teórica em favor de uma necessidade imediata de ação. Estou falando, é claro, da salada mista em que transformaram a psicologia submetidas às exigências médicas e às exigências do SUS.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Digo isto porque, em meio a uma reunião com a equipe de apoio vinculada a um CAPS, fui desperto do meu tédio de me encontrar naquele lugar por uma frase que mais ou menos serve de símbolo para o problema: &#8220;[A pessoa] age apenas sobre o princípio do prazer; o que é necessário fazer nesta ocasião é justamente algo parecido com a prática pavloviana de adestramento. Sabe como? Reforço positivo e negativo!&#8221;</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Boa, campeão! Tirando a parte obviamente ofensiva da frase toda, tendo em vista todo o contexto hipócrita que é a marca mais gritante da chamada &#8220;reforma psiquiátrica&#8221;, podemos localizar pelo menos duas raízes epistemológicas distintas e completamente opostas na sentença acima. De um lado, temos o princípio do prazer &#8220;freudiano&#8221; (na verdade não necessariamente freudiano neste contexto específico, uma vez que já virou um termo corrente como &#8220;inconsciente), e do outro o cachorro de Pavlov, fazendo sua mágica aparição, com seu sininho e tudo mais. Não adianta, obviamente, ficar discutindo as minúcias da besteira dita, até porque nem adianta querer mudar algo que não é necessariamente engendrado pelo profissional. Isto é, embora o profissional se utilize da psicologia salada de frutas em sua prática e influencie a mesma, acredito que na maioria dos casos é a prática que engendra uma psicologia salada de frutas.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Por quê?</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">A resposta é mais ou menos simples: porque a prática é uma merda e exige do profissional respostas rápidas, voltadas à maior eficácia possível. Imagine um psicólogo no CAPS (ou em outro arremedo de local destinado à &#8220;saúde mental&#8221;). Agora imagine o psicólogo sendo obrigado a tratar de pessoas com problemas crônicos que vão bastante além daquela neurose básica que fazem socialites pagarem uns 500 reais por hora para algum lacaniano mercenário. Imagine então o psicólogo sendo obrigado a dar conta de um número cada vez maior de pacientes com este mesmo perfil &#8212; psicoses fodidas, acompanhadas ou não de danos cognitivos extremamente debilitantes. E, finalmente, imaginemos que há uma subordinação direta com relação ao modelo médico vigente, baseado na medicação constante e na visão da saúde mental como uma higiene mental.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Isso sem contar que o pagamento é uma bela bosta.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">E o que temos? Temos profissionais cada vez mais cobrados no sentido de serem eficazes dentro de um modelo que está se lixando para o sofrimento daqueles que têm a infelicidade de frequentar o lugar, realizando atividades &#8220;sócio-educativas&#8221; que na prática nada mais são do que maneiras de enganar os pacientes, a sociedade e a si mesmos com um &#8220;trabalho bem feito.&#8221; A eficácia acaba entrando no caminho de uma conduta profissional coerente. O orçamento é curto, sabemos. Os remédios também auxiliam, na medida em que dão conta daqueles sintomas mais incômodos que revelam o sofrimento verdadeiro, ocultando-o sob a máscara de &#8220;estar tudo bem, já que não surto há meses.&#8221; Por isso digo que existe uma relação de igualdade entre o que se entende por saúde mental com higiene mental. Está tudo limpo, esterilizado já que aquela despersonalização incômoda já não existe mais. Claro, a pessoa X fala meio arrastado e tem alguma dificuldade em sentir alguma outra emoção ou de ir ao banheiro direito, mas pelo menos ele não quer quebrar tudo &#8212; e ainda me deixa em paz, aceitando colorir uns xerox durante algumas horas na semana.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Ao submeter-nos ao modelo médico, podemos afirmar que não é apenas o paciente que se torna dependente dos medicamentos prescritos. Nós também nos tornamos dependentes, pois desaprendemos a pensar psicologicamente nesses infelizes que frequentam a tal da rede de saúde mental. A salada mista epistemológica auxilia nesse processo de esquecer o que aprendemos (se é que aprendemos), isto é, que não importa a nomenclatura que damos a um tipo específico de sofrimento psíquico, pois sofrimento é sofrimento antes de mais nada. Ao colocarmos a eficácia acima de tudo, colocamos uma barreira entre nós e esse conjunto de expressões &#8220;mórbidas&#8221; que procuram seu lugar neste &#8220;real&#8221;. Nada mais fácil então do que medicar alguém até que só reste o cachorro pavloviano mesmo, adestrável e que não reclama muito de ficar colorindo uns desenhos ou que percebe que está sendo enganado pelo discurso falsamente emancipatório da reforma.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Não nos enganemos. Já está mais do que na hora de parar com isso.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pretensaodemais.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pretensaodemais.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pretensaodemais.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pretensaodemais.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pretensaodemais.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pretensaodemais.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pretensaodemais.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pretensaodemais.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pretensaodemais.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pretensaodemais.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pretensaodemais.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pretensaodemais.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pretensaodemais.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pretensaodemais.wordpress.com/96/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=96&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>15</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 05:12:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>etnelaverdna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Vou aproveitar e, ao invés de dar continuação ao último post, adicionarei um breve interlúdio. Interlúdio este que não deixa de dar continuidade ao que foi discutido, mas adentra uma esfera um pouco mais pessoal e, no último ano, mais problemática. Trabalho em uma ONG. Minha função é a de &#8220;referência terapêutica&#8221; ou &#8220;psicólogo referência&#8221; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=86&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Vou aproveitar e, ao invés de dar continuação ao <a title="14" href="http://pretensaodemais.wordpress.com/2011/07/31/14/">último post</a>, adicionarei um breve interlúdio. Interlúdio este que não deixa de dar continuidade ao que foi discutido, mas adentra uma esfera um pouco mais pessoal e, no último ano, mais problemática.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Trabalho em uma ONG. Minha função é a de &#8220;referência terapêutica&#8221; ou &#8220;psicólogo referência&#8221; em uma residência terapêutica mantida por esta ONG a serviço da prefeitura municipal de Curitiba. Desde o primeiro momento que soube da função, através de uma amiga, sabia que o trabalho é um beco sem saída. Ao contrário da lógica hierárquica de uma empresa, meu cargo é o primeiro e o último na linha hierárquica. É o típico trabalho que serve mais para fornecer experiência a outra função futura, ou pelo menos algum tipo de experiência dentro das possibilidades de se trabalhar como psicólogo em Curitiba. Em resumo, é aquele trabalho que você entra já pensando em como sair dele.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">A residência terapêutica existe para amparar os ex-asilados dos hospitais psiquiátricos de Curitiba. Aqueles que se encontravam morando nos hospitais, mediante a aprovação da lei que deu início à reforma psiquiátrica, foram retirados de seus leitos no hospital*(1). Os que ainda tinham família, foram em sua maioria reinseridos no contexto familiar. Os outros cujas famílias não tinham condições financeiras ou psicológicas, ou que já nem tinham mais família, foram realocados para as residências terapêuticas. Nestas residências, até oito ex-asilares moram em graus variáveis de autonomia, dependendo do estado clínico e psicológico de cada morador. Por uma coincidência ou não, cada residência apresenta um conjunto mais ou menos uniforme de estados clínicos e psicológicos que imprimem a cada uma dessas casas características próprias. No caso da residência onde eu trabalho, pode-se dizer que o nível de comprometimento é médio.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Minha função inclui várias atividades e poucas delas na verdade têm a ver com psicologia. Faço as compras do mês, cuidando para que o total gasto em alimentação não exceda o valor de R$1.150,00 por mês. E não é exceder <em>mesmo</em>. Nem um centavo a mais ou a menos. Isso sempre tomando cuidado para que os sete moradores da residência terapêutica consigam ter uma alimentação balanceada, rica em alimentos de qualidade, com uma boa variabilidade de cardápio suficientemente boa para que os moradores não enjoem da comida. Isso e sempre levar pelo menos um dos moradores junto para ajudar (leia-se: atrapalhar, uma vez que a grande maioria tem um controle de impulso bastante pobre, o que já rendeu momentos memoráveis no supermercado, com direito a lágrimas insanas e tudo mais).</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Outra função é o controle de medicamentos de cada um dos sete moradores. Sou eu quem conversa diretamente com os médicos afim de relatar melhoras, queixas, adivinhas necessidades e realizar acompanhamentos quando a necessidade se apresentar. Como são todos psicóticos crônicos (pelo menos no papel), a quantidade de remédio é enorme, e meu trabalho é fazer com que não falte sequer uma pílula no mês, caso contrário é instaurado um verdadeiro estado de pânico. Pela quantidade de medicamentos, e devido ao fato do SUS não disponibilizar todos os medicamentos na Unidade de Saúde mais próxima, a Semana que Obtenção de Medicamentos é sempre uma semana muito divertida, pois isso inclui a realização de viagens ao redor da cidade para obter tudo que a casa precisa.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Mas não pára por aí, é claro. Todos eles tomam banho, e aparentemente eu tenho que ajudar no banho também, mesmo que nas outras quatro residências terapêuticas meus colegas não tenham essa função. É sempre divertido e estou quase me acostumando a ficar com meus sapatos molhados o dia inteiro. Tenho também a função de acompanhar a alimentação deles, auxiliando os moradores para evitar o excesso de comida (são ótimos de garfo, com certeza, mas tenho minhas dúvidas se alguns sentem o gosto da comida, pois é sempre tudo muito rápido, que nem um acidente de carro). Nessa hora em especial é que conseguimos ver o quanto a rotina de hospital, internalizada por muitos deles por pelo menos 15 anos (no mínimo) está presente. Gosto de brincar que o almoço na residência terapêutica começa às 12:00 e termina 12:05 e muitas vezes nem é brincadeira. Muitos ainda sofrem de tamanha compulsão que não conseguem parar até que toda a comida acabe, mesmo há muito satisfeitos. Com esses moradores em especial, não raro a pessoa a cargo de impor certos limites (no caso, eu) pode ser (e muitas vezes é) confundido com alguém mesquinho.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Além de cuidar de todas as despesas da casa, de escolher a comida, de acompanhar o histórico médico de sete pessoas, de controlar a alimentação de pessoas que sofrem de compulsão alimentar associados a limitações cognitivas, é necessário também cuidar para que estejam bem agasalhados e vestidos de forma adequada. No hospital era comum que ninguém tivesse roupa própria devido a furtos e à <del>preguiça</del> dificuldade em manter um inventário organizado de pertences pessoais dentro das alas psiquiátricas. E não se trata apenas de ir em uma loja qualquer e escolher e comprar as roupas. Claro que não! O morador deve ir junto, mesmo que na maioria dos casos ele não saiba que talvez uma bermuda no meio de um inverno rigoroso seja uma ideia ruim. Mas isso na verdade nem é tão ruim assim, até porque é divertido &#8212; o que não me impede de reclamar disso.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Tenho ainda outras funções na casa. Tenho que tomar nota da condição física e relatar aos responsáveis que realizem pequenos consertos(ou grandes consertos, como é o caso de uma goteira persistente em um dos quartos). Nesse caso, é mais apropriado dizer que minha tarefa constitui em lembrar semanalmente à prefeitura que a casa continua com os mesmos consertos a serem realizados desde que eu os requeri, há uns nove meses atrás. Também sou eu quem precisa dar os limites e auxiliar as <del>escravas</del>*(2) cuidadoras no relacionamento dos moradores entre si e com outras pessoas. Sou eu quem dou o limite que outros talvez não dariam, seja por medo ou por desconhecer a situação única que fizeram deles asilados em hospitais psiquiátricos em primeiro lugar.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Tudo isso demanda tempo e atualmente trabalho 40 horas por semana para dar conta de tudo o que precisa ser feito. Claro, por nove meses trabalhei sem contrato para a ONG como &#8220;autônomo&#8221; com 20 horas semanais (que magicamente sempre se transformavam em 30 horas, veja só). Mas a questão de contrato ou não, da idoneidade da ONG ou não, de ONGs em geral passarem a perna ou não para aqueles que trabalham pra ela ou não são assuntos para um outro dia. o que interessa por enquanto são questões mais concretas e menos&#8230; reflexivas. Fui registrado em Maio, e desde então fui ameaçado duas vezes de ser demitido e me foi sugerido por outra profissional da &#8220;rede&#8221; de saúde mental que talvez fosse uma boa ideia procurar outro trabalho.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Aqui cabe a pergunta: &#8220;Mas você tem deixado de fazer todas as tarefas do seu trabalho? Está faltando comida, medicamento, roupa, interação social? Estão doentes? Não estão sendo acompanhados por médicos? Suas necessidades não estão sendo atendidas?&#8221; A resposta, surpreendentemente, é não. Na verdade, trabalho mais do que os outros referências. Nenhum outro referência acompanha o banho, por exemplo. Ou acompanha as consultas médicas. Não que não trabalhem bastante, porque quem conhece sabe que todos trabalham demais, e são todos muito competentes no que fazem. Mas chega uma hora em que eu me questiono do por quê ter recebido pelo menos duas ameaças e uma leve &#8220;sugestão&#8221;. A conclusão é que de minha atuação é falha &#8212; não como qualquer profissional comete pequenos erros aqui e ali, mas algo maior, grande o suficiente para ser desligado da função ou ser melhor em uma outra função que não seja esta em que venho atuando.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Desde que eu entrei na casa, todos os moradores têm apresentado uma maior autonomia. Onde antes todos só poderiam sair acompanhados, já temos alguns que saem sem o auxílio de ninguém. Se antes não tinham roupa suficiente, hoje estão todos bem vestidos com roupas de qualidade escolhidas por eles mesmos. Até ano passado, as compras acabavam antes do mês terminar; hoje a comida é suficiente para que possamos planejar as compras com antecedência sem a necessidade de ficar economizando alguns alimentos, como a carne e o leite &#8212; o consumo deste último aumentou de duas caixas para cinco no mês, tamanha foi a reorganização que eu empreendi para que houvesse comida para todo mundo. Nunca a casa foi mais movimentada, nem nunca a saúde de todos foi melhor. Mas isso não é suficiente, pois aparentemente fazer o meu trabalho não é suficiente. Mencionei também que, além das 40 horas, eu preciso ficar sempre com o telefone do lado e pronto para me deslocar em direção à residência caso aconteça alguma emergência? Já aconteceu, inclusive. Em pleno feriado, durante a noite. E nem feriado eu posso emendar (por opção da ONG mesmo). Aparentemente, além de fazer tudo isso ainda precisam (e ao mesmo tempo não precisam, como já me deixaram claro) que eu auxilie no acompanhamento psicológico dos moradores. Explico: quando perguntei se seria responsável por este acompanhamento, me disseram que não. A &#8220;rede&#8221; cuidaria disso, mais especificamente a equipe no CAPS frequentado pelos moradores. Mas ao mesmo tempo, a equipe do CAPS que os moradores frequentam espera que seja eu quem realize o acompanhamento psicológico dos moradores, enquanto na prática eles meramente supervisionam o andamento de qualquer tipo de &#8220;tratamento&#8221; que eu possa tirar da minha cartola de mágico. Então tenho e não tenho autonomia para trabalhar como psicólogo na casa; ao mesmo tempo que a cobrança da ONG para que eu respire a todo momento o ar da residência terapêutica não me possibilita um momento de descanso (necessário para a sanidade mental de qualquer pessoa que esperam que permaneça 40 horas por semana convivendo com loucos). Talvez seja necessário para a ONG justificar os milhões que me pagam <del>hahaha</del>*(3).</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">O complicado de tudo isso é me sentir um incompetente mesmo sempre realizando <em>todo</em> o trabalho que a minha função requere, inclusive aceitando pedidos &#8220;gentis&#8221; (minha chefe nunca manda você fazer nada, mas sempre pede &#8220;por gentileza&#8221; para que eu faça algo que ela sabe não ser minha obrigação) que eu sei muito bem não ter nada a ver com a minha função ou minhas obrigações dentro do meu trabalho. Acho interessante imporem, pela própria natureza da função, que eu seja um trabalhador braçal, mas com sofisticação técnica e, mais importante, paciência infinita. A &#8220;rede&#8221; de que falam tanto os teóricos e defensores do sistema atual só pode ser isso mesmo, pois tem tantos furos que não cobre nem de longe as necessidades reais daqueles que dela dependem. Como todo serviço público no Brasil depende muito mais de saber navegar politicamente do que pelo trabalho realizado, acabo por testemunhar muito mais esforço em se desvencilhar do trabalho e direcioná-lo a outra pessoa do que auxiliar na proposta, sempre com a cara de pau muito bem besuntada de óleo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">E o pior, talvez, ainda tenha ser que escutar a seguinte frase: <em>&#8220;Não importa se você ganha bem ou mal, se você faz um bom serviço ou não, ou se o seu trabalho não oferece nenhuma qualidade de vida. Você tem sorte de estar trabalhando.&#8221; </em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Muito obrigado!</p>
<p style="text-align:justify;">_____________________________________________</p>
<p style="text-align:justify;">*(1): Leia-se: os subsídios federais para manter os leitos dos asilados em hospitais psiquiátricos foram retirados e realocados conforme as residências terapêuticas foram sendo preenchidas. Teoricamente, o dinheiro que sustentava o leito foi direcionado para as residências terapêuticas.</p>
<p style="text-align:justify;">*(2): Até segunda ordem. Se você não acha que ganhar R$570,00 ao mês trabalhando 12 horas por turno não é escravidão, mande seu currículo para mim. Temos vagas!</p>
<p style="text-align:justify;">*(3): Milhões se traduzem pelo piso salarial de um psicólogo trabalhando para a prefeitura municipal de Curitiba, sem hora extra, vale-refeição e apenas o mínimo dos benefícios previstos na lei. A lei aqui sendo utilizada de maneira aberta, uma vez que eu trabalhei sem nenhum contrato por 9 meses, podemos pensar que nem todas as leis valem se você tiver uma ONG, especialmente aquela no que diz respeito aos direitos dos funcionários por ela contratados, autônomos ou não.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pretensaodemais.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pretensaodemais.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pretensaodemais.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pretensaodemais.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pretensaodemais.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pretensaodemais.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pretensaodemais.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pretensaodemais.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pretensaodemais.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pretensaodemais.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pretensaodemais.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pretensaodemais.wordpress.com/86/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pretensaodemais.wordpress.com/86/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pretensaodemais.wordpress.com/86/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=86&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>14</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Aug 2011 00:25:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[(Parte 1). Desde que eu me formei, pareço ter criado uma certa aversão a escrever. Hoje sou psicólogo e meu trabalho requer que eu escreva muito pouco, mas minhas aspirações &#8212; se quiser um dia realizá-las &#8212; exigem o contrário. Dei uma breve relida neste lugar e o percebi melodramático demais. Os posts mais antigos então [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=77&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><em>(Parte 1).</em></p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Desde que eu me formei, pareço ter criado uma certa aversão a escrever. Hoje sou psicólogo e meu trabalho requer que eu escreva muito pouco, mas minhas aspirações &#8212; se quiser um dia realizá-las &#8212; exigem o contrário. Dei uma breve relida neste lugar e o percebi melodramático demais. Os <em>posts</em> mais antigos então tornaram-se privados, mas não deletados. A internet nunca esquece, é o que dizem, e é necessário manter o que já se foi, mas em um lugar que já não é mais este. O nome que eu escolhi serve a muitos propósitos, o melodrama sendo um deles. E se quero vir um dia a escrever direito, talvez seja hora de usar os outros propósitos cabíveis ao nome que escolhi (em cima da hora, num impulso) para pelo menos reverter essa situação; um misto de preguiça, vergonha e arrogância que me impedem que colocar qualquer coisa no papel.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Falar sobre psicologia, em seu estado atual, é falar pretensiosamente. A psicologia e os psicólogos podem ser extremamente pretensiosos. E é necessário não ter nenhuma dúvida: a maioria o é. A linguagem própria das várias escolas dá margem a isso, assim como a falta de noção da maioria dos profissionais parece dar margem para que existam apenas dois tipos de psicólogos em Curitiba (salvo raras exceções): os pretensiosos que fazem do jargão obscuro seu dialeto secreto, e o resto que prefere uma salada de frutas epistemológica para se manter trabalhando (e ganhando uma miséria). O segundo caso é bastante triste e comum, mas só me incomoda na medida em que queima a cara daqueles poucos psicólogos que não se encaixam em nenhum desses dois grandes grupos; o primeiro me incomoda mais, porque a atitude utilizada para esconder a incompetência acaba por alienar grande parte do público que pode entender que psicólogo só se comunica através de glifos e sabe mais do que realmente sabe. Por isso, é este primeiro grupo o mais perigoso.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">O primeiro caso é bastante evidente nos círculos acadêmicos, geralmente composto por estudantes da graduação e pós-graduação que parecem ter acabado de se converter a uma nova religião. Gosto de citar principalmente os psicanalistas, talvez os mais fáceis de encaixar em algum estereótipo da pretensão. Divididos em várias tribos, os psicanalistas pretensiosos soam como artistas frustrados ou pretendentes a artistas. Tomam para si a &#8220;psicologia profunda&#8221; e a encarnam; olham para você como se conseguissem enxergar as profundezas da alma de alguém assim como os mais pervertidos segredos. Aliás, as duas coisas acabam sendo uma só, pois é nas profundezas onde necessariamente se encontram esses tais segredos, e estes são sempre pervertidos de alguma forma ou de outra. São aqueles que nunca conseguem responder nada diretamente, sempre respondendo a uma pergunta com outra pergunta, ou dando a entender a uma terceira possibilidade (sempre pautada naquele segredo profundo e pervertido). Partem do pressuposto duplo de que o inconsciente é a princípio desconhecido e ao mesmo tempo segue uma lógica previsível, portanto passível de ser conhecido. Se fosse só isso, tudo bem. O problema vem da pretensão que muitos apresentam ao agir como se já conhecessem aquilo que não conhecem &#8212; se este segue uma lógica, e esta lógica é sempre a mesma, então podemos pular um passo e sinalizar justamente o conteúdo lógico por detrás de qualquer intenção consciente. Ou algo assim, é bastante confuso, uma vez que o interlocutor pode facilmente se perder entre o labirinto de jargões por onde muitas vezes se esconde uma inépcia em realmente perceber ou escutar.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">É muito fácil falar em jargões e se esconder por trás de um sistema pronto de pensamento. Nenhum sintoma é mais difícil de se contornar do que a racionalização excessiva, pelo menos na minha opinião, e a utilização de palavras prontas e interpretações fáceis serve o mesmo propósito. Um sistema dito racional para entender tudo aquilo que se apresenta como irracional serve apenas para deformá-lo, reduzi-lo a um produto racionalizado, pronto e acabado. Mas quem presta atenção suficiente sabe que tentar explicar algo de forma racional e a partir de certos pressupostos prontos acaba apenas por deformar e subtrair o próprio fenômeno que se deseja explicar. Neste sentido, explicar e entender acabam por tomar caminhos separados, uma vez que para transformarmos algo arbitrário, irracional, opaco e ambíguo em algo deliberado, racional, transparente e claro também implica em deformar a própria natureza daquilo que tentamos explicar. Ao racionalizar, perdemos aquilo que está ao nosso alcance, esquecemos da lógica (ou a falta de lógica) própria do nosso próprio psiquismo porque nossas defesas contra o irracional estão já muito bem assentadas.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Posso falar por mim mesmo. Racionalizar, tornar lógico, debater-me para encontrar um fio por onde começar a racionalização é muito mais confortável do que viver de forma irracional. Uma atitude perigosa e dispendiosa, mas comparativamente mais fácil. Para verificar isso, basta recorrer às interpretações correntes, seguindo o modelo freudiano de interpretar obras de arte, hoje em dia aplicadas a qualquer tipo de produto midiático, desde as redes sociais aos filmes, obscuros ou não, que fazem sucesso (ou não) por aí. Na maioria das vezes, o conteúdo se perde e qualquer trama cinematográfica ou moda se reduz a um conjunto mínimo de fatores que explicam qualquer coisa. Já vi debates em redes sociais onde se procurava encontrar qual patologia era retratada neste ou naquele filme. Este tipo de olhar patológico é extremamente cansativo e pouco serve para uma verdadeira compreensão de um dado fenômeno. Se no começo da psicanálise Freud era acusado de ser demasiado cientificista, entendendo sua obra como pertencendo ao lado de outras especialidades médicas, hoje o caso é o contrário, não menos devido à prevalência de outros modelos científicos. Hoje psicanálise é arte, e isso permite uma espécie diferente de arbitrariedade, não menos perigosa: a da univocidade da interpretação e vivência estética, retirando da obra seu valor e o colocando no olhar &#8220;especialista&#8221; do psicanalista pretensioso. Afinal, ele detém o poder oracular de desvendar aquilo que jaz por trás da imagem, o único treinado para enxergar através da película e diretamente nas intenções ocultas do infeliz criador.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Se antes o psicanalista de chamava de cientista para se justificar perante o mundo, hoje clama por ser artista, mas é um artista que não cria, tão obcecado que é em desconstruir a criação de outros. Se a psicanálise de Freud ajudou a por fim na grande hipocrisia dos Vitorianos, esta espécie de psicanálise dos nossos dias fomenta a hipocrisia em uma sociedade onde criatividade é muitas vezes sinônimo de rupturas cada vez mais rápidas (e ao mesmo tempo repetições  e imitações cada vez mais difundidas) com aquilo que existia antes. Os psicanalistas pretensiosos não são os únicos e nem os mais numerosos &#8212; e isto é apenas metade da história.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;"><em>(Fim da parte 1).</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pretensaodemais.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pretensaodemais.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pretensaodemais.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pretensaodemais.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pretensaodemais.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pretensaodemais.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pretensaodemais.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pretensaodemais.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pretensaodemais.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pretensaodemais.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pretensaodemais.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pretensaodemais.wordpress.com/77/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pretensaodemais.wordpress.com/77/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pretensaodemais.wordpress.com/77/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=77&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>13</title>
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		<pubDate>Tue, 30 Nov 2010 05:40:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>etnelaverdna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Desisti de publicar uma monografia aqui. Seria idiota, óbvio. Só consegui reler metade sem querer colocar mais coisas nela. &#160; Enfim. &#160; Um dia ainda arranjo coragem de fazer que nem a maioria das pessoas que têm blogs faz, que é promover isto daqui ou se soltar mais e escrever o que vem à cabeça. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=66&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Desisti de publicar uma monografia aqui. Seria idiota, óbvio. Só consegui reler metade sem querer colocar mais coisas nela.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Enfim.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Um dia ainda arranjo coragem de fazer que nem a maioria das pessoas que têm blogs faz, que é promover isto daqui ou se soltar mais e escrever o que vem à cabeça. Tinha um texto muito legal na cabeça, mas eu esqueci metade e a outra metade soa muito idiot. Seria algo como eu descrevendo eu mesmo escrevendo aqui. Legal e imaginativo, muitos podem pensar ao terem idéias (<em>ha ha, foda-se a reforma!</em>) similares. Mas não eu! Pelo menos não em público. Isso tem se tornado um problema mais ou menos sério. Dá vergonha, e vergonha na era em que ganha o mais desavergonhado (#lingerieday, <em>I&#8217;m looking at you</em>) não é algo que signifique grandes recompensas.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">Um dia ainda muda.</p>
<p style="text-align:justify;">&nbsp;</p>
<p style="text-align:justify;">E um dia eu deixo de escrever aqui na calada da noite enquanto o sono não vem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pretensaodemais.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pretensaodemais.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pretensaodemais.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pretensaodemais.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pretensaodemais.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pretensaodemais.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pretensaodemais.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pretensaodemais.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pretensaodemais.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pretensaodemais.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pretensaodemais.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pretensaodemais.wordpress.com/66/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pretensaodemais.wordpress.com/66/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pretensaodemais.wordpress.com/66/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=66&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>12/5</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 05:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>etnelaverdna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Tendo refletido por 5 minutos, pensei em copiar e colar o conteúdo completo da minha monografia para poupar trabalho e inflar a contagem de posts que um cidadão comum pode vir a encontrar caso tropece neste paralelepídedo solto da Grande Rede Mundial. Só uma idéia, por enquanto. Correção: aparentemente, a informação de que não mexo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=62&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Tendo refletido por 5 minutos, pensei em copiar e colar o conteúdo completo da minha monografia para poupar trabalho e inflar a contagem de posts que um cidadão comum pode vir a encontrar caso tropece neste paralelepídedo solto da Grande Rede Mundial.</p>
<p style="text-align:justify;">Só uma idéia, por enquanto.</p>
<p style="text-align:justify;"><em>Correção: aparentemente, a informação de que <a href="http://pretensaodemais.wordpress.com/2010/08/06/12/" target="_blank">não mexo nisso daqui há 6 meses</a> está errada. Não mexo nisso aqui há mais de um ano. Feliz aniversário!</em></p>
<p style="text-align:justify;"><em>Observação: Faz-se necessária a elaboração de frases menores. Mas não hoje.<br />
</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pretensaodemais.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pretensaodemais.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pretensaodemais.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pretensaodemais.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pretensaodemais.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pretensaodemais.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pretensaodemais.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pretensaodemais.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pretensaodemais.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pretensaodemais.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pretensaodemais.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pretensaodemais.wordpress.com/62/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pretensaodemais.wordpress.com/62/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pretensaodemais.wordpress.com/62/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=62&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>12</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 05:02:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>etnelaverdna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Logo antes de dormir é sempre a mesma coisa: sinto vontade de escrever algo e nunca acontece. Nada sai e bate uma preguiça. Olho o rádio-relógio e vejo que já passa de qualquer horário razoável de dormir &#8212; sempre, é claro, acordo como um zumbi no outro dia. Isso e existe a sensação boba de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=59&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Logo antes de dormir é sempre a mesma coisa: sinto vontade de escrever algo e nunca acontece. Nada sai e bate uma preguiça. Olho o rádio-relógio e vejo que já passa de qualquer horário razoável de dormir &#8212; sempre, é claro, acordo como um zumbi no outro dia. Isso e existe a sensação boba de ser tudo uma grande besteira. Obviamente, a sensação é provavelmente verdadeira. A internet é, afinal de contas, uma entidade composta de lixo. As coisas realmente úteis encontram-se profundamente escondidas por detrás de anúncios de origem duvidosa, ofertas fantasmas,  pornografia e jogos online.</p>
<p style="text-align:justify;">Toda vez que me lembro deste lugar, meu cantinho virtual pretensioso e altamente P.I.M.B.A., fico com vergonha. Ficar com vergonha é algo que vai diretamente contra ao cerne da internet tal como a conhecemos ultimanete. Se sites como o You Tube, Orkut, Facebook, Twitter e outros fazem tanto sucesso, é justamente pelo fato das pessoas que compõe o tal do &#8220;<em>user created content</em>&#8221; se aproveitarem da sensação de anonimidade para mostrar seu lado criativo. Lado criativo esse que inexoravelmente se transforma em um <em>meme </em>no 4chan e sites similares. Todo mundo quer ser celebridade! Então, ao re-examinar toda intelectualidade pura na qual consiste os 11(!) posts deste blog e ao repensar o propósito de tudo isso, sinto minha face germânica ruborizar (e digo isso sem o mínimo de orgulho; ficar facilmente vermelho apenas atrapalha o convívio social).</p>
<p style="text-align:justify;">Este é, aliás, um dos motivos da minha completa inatividade neste blog. Somada à preguiça e às minhas neuras com relação a produzir coisas que realmente me interessem e me pareçam prazeirosas, acontece que muitos amigos próximos adotaram o Twitter.  O Twitter é relevante pois era o único canal no qual eu costumava divulgar esta pequena ilha de pretensão em meio a esse oceano de arrogância, e quando a possibilidade de pessoas que me conhecem no dia-a-dia de examinarem as besteiras épicas (nem tão épicas assim, mal ultrapassando as mil palavras em média), algo em mim me impediu de continuar e seguir a intenção original que era a de realizar algum tipo de auto-expressão criativa.</p>
<p style="text-align:justify;">Depois de pensar muito sobre os vários por quês disso cheguei a algumas conclusões. A primeira é que eu tenho um certo asco de pessoas que sentem a necessidade de auto-expressão, como se fosse alguma coisa realmente muito importante. Na verdade, essas tentativas são de valor bastante baixo, geralmente com pretensões artísticas medíocres maquiadas com possibilidades de grandeza. Explico: a maioria é uma grande merda, cópia barata de alguém que já fez isso ou aquilo e que causou algum tipo de repercussão. Como o senso estético é algo completamente nulo para a maioria das pessoas (eu, inclusive) qualquer merda serve e desde que seja uma auto-expressão &#8216;honesta&#8217;, está valendo. O que nos leva a outra falácia, uma vez que é extremamente raro acontecer de encontrarmos alguma coisa criativa nesses mares revoltos. Quase tudo é um amontoado de cacoetes infantis cujos criadores consideram, erroneamente, algo de valor geral. Existe aí uma diferença crucial entre honestidade e qualidade que muita gente parece ignorar.</p>
<p style="text-align:justify;">Para dar um exemplo, é só verificar quantas bandas ditas &#8220;alternativas&#8221; existem no MySpace e quantas dessas bandas lembram apenas versões<em> cover</em> de Los Hermanos, ou quantos blogs como este aqui parecem conter apenas idéias vazias. O problema da Internet é que aquilo que é sem importância ganhou outros contornos!</p>
<p style="text-align:justify;">Fazer parte disso é uma tremenda vergonha. Mas, sei lá, talvez eu ainda continue. Primeiro tenho que quebrar a barreira da preguiça, para depois lutar bravamente contra o medo patológico de ser julgado. Todo esse processo culminaria, talvez, em um blog mais ou menos ativo, mais ou menos visitado e mais ou menos comentado. Igual ao primeiro passo na recuperação do alcoolismo, preciso admitir que, realmente, o germe da pretensão vazia encontra-se vivo em mim, para depois me desfazer dele.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pretensaodemais.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pretensaodemais.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pretensaodemais.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pretensaodemais.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pretensaodemais.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pretensaodemais.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pretensaodemais.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pretensaodemais.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pretensaodemais.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pretensaodemais.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pretensaodemais.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pretensaodemais.wordpress.com/59/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pretensaodemais.wordpress.com/59/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pretensaodemais.wordpress.com/59/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=59&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>11</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 05:32:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>etnelaverdna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Absurdo]]></category>
		<category><![CDATA[Divagações]]></category>
		<category><![CDATA[Educação]]></category>

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		<description><![CDATA[Falatório me irrita. Todo mundo fala, e fala demais. Falamos, falamos e falamos. Dizemos pouco. Eu mesmo sou bastante responsável por isso: a melhor maneira de conservar algo importante em uma conversa devidamente escondido é falar sem parar. Ouvir, que é bom, nada. Fica bem claro isso. Todos querem ser ouvidos, compreendidos. Temos liberdade de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=55&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Falatório me irrita. Todo mundo fala, e fala demais. Falamos, falamos e falamos. Dizemos pouco. Eu mesmo sou bastante responsável por isso: a melhor maneira de conservar algo importante em uma conversa devidamente escondido é falar sem parar. Ouvir, que é bom, nada. Fica bem claro isso. Todos querem ser ouvidos, compreendidos. Temos liberdade de expressão; posso falar sobre o que eu bem entender, da maneira que quiser e ai que quem se atrever de tentar censurar&#8230; qualquer coisa. A liberdade de falar o que quiser é um daqueles tópicos que todo mundo apóia, desde os nossos camaradíssimos P.I.M.B.As do Movimento Estudantil até o mais reacionário dos leitores de Veja.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Mas para toda ação existe uma reação e a reação específica é justamente a crescente quantidade de merda que chega aos ouvidos. Desde discussões pseudo-intelectuais que derretem aquelas partes do cérebro responsáveis pelos processos de lógica até aquele gostoso e sublime sertanejo universitário bombando daquela Toyota Hilux por detrás de vidros cheios de Insulfilm. Você sabe. Já sentiu o chão vibrar perto desses carros enquanto &#8220;Aquela outra música de corno&#8221; ou &#8220;Outra do grande comedor&#8221; de Etc &amp; Tal ou qualquer outra dupla idiota, com nomes idiotas, músicas idiotas &#8212; que, aliás, nunca fogem de um dos temas acima listados &#8212; e com pessoas idiotas que pagam quantidades idiotas de dinheiro de pais idiotas para ir em lugares com outras pessoas idiotas para escutar o tal sertanejo. Você sabe. Eu sei. Você provavelmente gosta muito. Acha divertido; sempre gostou mas só agora está na moda; vai &#8216;só pra dar risada&#8217;; os amigos convidaram. Basta escolher uma dessas opções comuns.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Enfim. Não é sobre o sertanejo o assunto do post, afinal. Isso é para outra hora. Infelizmente, ele está presente, como todos os outros sons e aquele falatório insuportável que acompanha qualquer tipo de aglomeração humana. É simplesmente muito barulho; muita gente querendo compartilhar com o mundo seu gosto musical. Muita gente querendo ser ouvida &#8212; <em>é um direito!</em> &#8212; e no final das contas tudo soa como estática. Ouvir, dar ouvidos está morrendo aos poucos. Quem sabe só sobreviva em cativeiro, dentro dos consultórios psicológicos depois de ser oficialmente declarada uma espécie em extinção. Eles até escutam, e cobram de acordo.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Aliás, ouvir já vale ouro. Certo dia, há muito tempo atrás, uma ex alguma coisa comentou que era muito gostoso conversar comigo, mas ela não sabia exatamente o por quê. Eu respondi que era óbvio: eu só dava ouvidos ao que ela tinha que dizer e ficava quieto. Obviamente, o resultado foi que eu já não era agradável, mas, em nome da ciência, ficou comprovado para mim o quão poderoso é ouvir uma pessoa e ficar em silêncio. A moça em questão realmente tinha a sensação de estar em uma conversa, mesmo uma conversa onde só uma pessoa falasse &#8212; e falava demais, como suas companheiras de gênero.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">O falatório continua, como um exercício para as cordas vocais. Como um treino para que, quando aquele dia fatídico chegar, elas estejam prontas para algo realmente importante. E daí descobrem, ou não &#8212; geralmente não&#8211;, que as coisas realmente importantes não são transmitidas através de palavras. Infelizmente, o blábláblá se espalha como um vírus. Não que se deva falar apenas sobre os grandes assuntos, mas se torna bastante claro que o falatório só tem servido para deixar esses grandes assuntos de lado. Pode-se pensar nessa estática apenas como o silêncio. Nada mais é do que isso, afinal. Nem música se escuta mais. Só aquelas melodias monotemáticas da última coisa que estourou. E ninguém cala a boca e escuta. É horrível, e não é à toa que volta e meia, quando querem mostrar um personagem desses filmes estilo  Um Dia de Fúria perdendo completamente a razão, a câmera e a trilha sonora fazem questão de sublinhar todo o barulho enlouquecedor em volta.</p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">Enquanto isso, parafraseando Marla Singer (eu acho), ninguém realmente quer saber como você está quando perguntam &#8220;como você está?&#8221;. Estão esperando só a vez de falar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pretensaodemais.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pretensaodemais.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pretensaodemais.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pretensaodemais.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pretensaodemais.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pretensaodemais.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pretensaodemais.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pretensaodemais.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pretensaodemais.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pretensaodemais.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pretensaodemais.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pretensaodemais.wordpress.com/55/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pretensaodemais.wordpress.com/55/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pretensaodemais.wordpress.com/55/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=55&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>10</title>
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		<pubDate>Mon, 20 Jul 2009 06:06:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>etnelaverdna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Games]]></category>

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		<description><![CDATA[Não existe melhor reflexão sobre a guerra do que Metal Gear Solid. Sério mesmo, e eu não digo isso apenas porque eu resolvi jogar de novo. É algo único. Citando Levinas citado por Hillman, traduzindo do inglês, &#8220;o ser se revela através da guerra&#8221;. E temos a série Metal Gear para nos mostrar como. Seria [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=39&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;">Não existe melhor reflexão sobre a guerra do que Metal Gear Solid.</p>
<p style="text-align:justify;">Sério mesmo, e eu não digo isso apenas porque eu resolvi jogar de novo. É algo único. Citando Levinas citado por Hillman, traduzindo do inglês, &#8220;o ser se revela através da guerra&#8221;. E temos a série Metal Gear para nos mostrar como. Seria redundante chamar Hideo Kojima de gênio, então prefiro dizer que não existe melhor cineasta no mundo dos video games do que ele. Como filósofo, Kojima não é mais pretensioso do que a média.</p>
<p style="text-align:justify;">Não é à toa que esse post demorou tanto, desde sua gestação até a sua realização. São muitos os ângulos pelos quais podemos falar sobre Metal Gear. Um deles é aquele velho caminho de enumerar coisas a evitar caso um agente da CIA/FBI/FOXHOUND mundo de um comunicador tente destruir a sua inssurreição em nome da liberdade. Algo que evite desperdiçar seus melhor homens dotados de poderes sobrenaturais fazendo-os enfrentar o elemento um a um. Outro caminho é tentar esmiuçar a complexidade psicológica de alguns personagens mais conhecidos, como o Revolver Ocelot, o próprio Solid Snake ou as ramificações dos grandes esquemas por trás dos panos que vêm ocorrendo desde o começo do século XX no contexto da série.</p>
<p style="text-align:justify;">Mas, acredito eu, o melhor caminho é relembrar um dos temas principais da série: o que é um soldado e o que é a guerra e o campo de batalha. Meu interesse nesse tema é esse; por trás da importância das ações individuais e coletivas nos campos de batalha (e são vários que encontramos durante a série, embora o mais importante realmente seja evitar o conflito, mesmo que todo mundo já saiba que você está lá) existe uma ideologia dominante que dá as cores do conflito. O grande debate é justamente a aparente disparidade entre o que é realizado, os conflitos causados, e as idéias por trás de tudo isso. Tudo é muito humano e pessoal no campo de batalha; fora dele as idéias são impessoais e tomam proporções monstruosamente inumanas ao longo da série. De ideologias divergentes na Guerra Fria até os sistemas integrados criados para evitar tais divergências &#8212; o que paradoxalmente traz como solução única o estado de guerra permanente &#8212; as idéias que movem a trama caem por terra na media em que são desafiadas por escolhas individuais. Tudo isso temperado com uma boa dose de melodrama, como todo bom jogo de origem japonesa.</p>
<p style="text-align:justify;">De um certo modo, o modo de apresentar o tema na série é facilmente entendida metaforicamente. Para se tornar um soldado <em>de verdade </em>na época da Guerra Fria é necessária uma emoção; saber matar com eficiência, antecipar os movimentos do adversário e ter sangue frio para acabar com outra vida humana não são suficientes. A emoção se faz necessária: medo, pesar, alegria, dor, fúria e esquecimento. A guerra não é lógica, os estratagemas são válidos até certo ponto, depois disso, o que decide entre a vitória e a derrota é algo que aponta para além de qualquer qualidade objetiva usada para definir o guerreiro perfeito.</p>
<p style="text-align:justify;">A experiência da guerra e de seus horrores é ao mesmo tempo causa e efeito. Temos aí soldados arrastados pelo conflito e que perpetuam o conflito, na mesma veia das precauções contra a guerra cuja solução é apenas a garantia de guerras intermináveis ao redor do globo. Em meio ao conflito, a grande questão lançada é: o que o indivíduo pode fazer contra a grande máquina que o oprime, seja ela uma ideologia impessoal ou uma situação cujo controle não está em suas mãos?</p>
<p style="text-align:justify;">Pelo menos é assim que eu prefiro entender.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pretensaodemais.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pretensaodemais.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pretensaodemais.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pretensaodemais.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pretensaodemais.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pretensaodemais.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pretensaodemais.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pretensaodemais.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pretensaodemais.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pretensaodemais.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pretensaodemais.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pretensaodemais.wordpress.com/39/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pretensaodemais.wordpress.com/39/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pretensaodemais.wordpress.com/39/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=39&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>9</title>
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		<pubDate>Sat, 16 May 2009 05:27:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>etnelaverdna</dc:creator>
				<category><![CDATA[Quadrinhos]]></category>

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		<description><![CDATA[Promethea é uma palestra. Nada de Powerpoint, sair de fininho para fumar um cigarro ou atender o celular. Nem é o caso de boçejos, gracejos e anotações. Muito menos se trata de sentar e escutar. Promethea é sobre imaginar, sonhar e viajar através e além daquilo que é mundano, mas é também sobre o trivial. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=35&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"><a href="http://dir.salon.com/story/books/review/2005/07/01/promethea/index1.html" target="_blank"><em>Promethea</em> é uma palestra</a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Nada de <em>Powerpoint</em>, sair de fininho para fumar um cigarro ou atender o celular. Nem é o caso de boçejos, gracejos e anotações. Muito menos se trata de sentar e escutar. <a href="http://hqmaniacs.uol.com.br/principal.asp?acao=noticias&amp;cod_noticia=11985" target="_blank"><em>Promethea</em></a> é sobre imaginar, sonhar e viajar através e além daquilo que é mundano, mas é também sobre o trivial.</p>
<p style="text-align:justify;">Não estou falando de uma História em Quadrinhos qualquer, como é o caso de qualquer trabalho do Alan Moore. Promethea começa como qualquer outra história, mas mesmo assim, desde o princípio nada é usual. <a href="http://entaovejabem.wordpress.com/2009/03/17/hollywood-nao-se-cansa-do-mito-do-heroi-que-saco/">Como qualquer herói</a>, Promethea já nasce especial. Seu pai, um sacerdote hermético, é morto por um grupo de cristãos. Ela, ainda criança, é resgatada por Hermes-Thoth e trazida ao <em>immaterium</em> onde ela se torna uma estória, e como toda estória, vive para sempre. Enquanto nossos heróis usuais se tornam metáforas, Promethea já nasce metáfora; existe apenas no momento em que é imaginada e em todos os momentos, está presente na terra em que pisamos, mas não pertence ao mundo da matéria.</p>
<p style="text-align:justify;">O que segue é a palestra. <a href="http://www.angelfire.com/comics/eroomnala/Promethea.htm" target="_blank">Cada quadro é uma referência</a> a alguma outra coisa. Tudo, ou quase tudo, tem seu por quê de estar ali retratado. Quem já leu <em>A Liga Extraordinári</em>a entende um pouco do que eu estou falando: temos referências literárias, culturais, jogos de palavras. Enquanto <em>A Liga</em> abarca em seu microcosmo tudo que definia a ficção da Era Vitoriana, o universo de <em>Promethea</em> se debate entre tudo o que é oculto, místico e mítico em relação ao material, literal e concreto. O mundo vai terminar e <em>Promethea</em> é a guia desse final. Final este no qual o leitor está implicado não apenas como observador, mas também como participante.</p>
<p style="text-align:justify;">E, claro, não é um final literal, embora <em>Promethea</em> tenha um número de edições limitadas. A jornada através do domínio da imaginação, aquele lugar há muito esquecido, ao invés de uma luta unilateral estilo &#8216;bem contra o mal&#8217;, temos uma grande exposição das possibilidades da imaginação. Um sincretismo no estilo Alan Moore de ficção. Na realidade é extremamente difícil colocar em poucas palavras, em um texto com começo, meio e fim tudo o que é essa saga pela imaginação, todas as referências e possibilidades de entender tudo o que acontece.</p>
<p style="text-align:justify;">E tudo o que acontece não é mais importante do que a forma com que é contada. Toda página é um quadro, uma composição diferente que reflete o tema da jornada: os anúncios mundanos da cidade, com suas propagandas irônicas no fundo, a metamorfose mercurial, o encanto oceânico de Afrodite.</p>
<p style="text-align:justify;">Tarô, Crowley, mito, cabala, imaginação e ficção. Tudo faz parte da experiência que é ler o quadrinho; já não se pode falar de algo corriqueiro, afinal. A arte em si, ao retratar a experiência desse mundo imaginal parece que foi feita justamente para demarcar essa diferença crucial entre <em>Promethea</em> e as outras histórias que existem por aí. O que já era de se esperar, sendo Alan Moore quem ele é, isto é, um quadrinista que escreve cerca de 200 páginas para uma revista de 60; nenhum traço está ali por acaso, sem servir à estória imaginada por Moore.</p>
<p style="text-align:justify;">É como se, nas palavras de Hermes Trimegisto ao explicar a importância da ficção para Promethea, na ficção se escondesse um deus real abaixo da superfície da página.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/pretensaodemais.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/pretensaodemais.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/pretensaodemais.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/pretensaodemais.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/pretensaodemais.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/pretensaodemais.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/pretensaodemais.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/pretensaodemais.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/pretensaodemais.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/pretensaodemais.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/pretensaodemais.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/pretensaodemais.wordpress.com/35/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/pretensaodemais.wordpress.com/35/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/pretensaodemais.wordpress.com/35/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=pretensaodemais.wordpress.com&amp;blog=7711707&amp;post=35&amp;subd=pretensaodemais&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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